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Descanso entre séries: o tempinho que pode mudar completamente seus resultados na musculação!



O tempo de descanso entre séries é um dos fatores pouco conhecidos que podem afetar drasticamente o seu treino de musculação.

Mais que isso: também chamado de intervalo de recuperação (IR), esse tempinho que muitos usam para mexer no celular ou conversar é um divisor de águas entre um treino eficiente e um treino comum.

Você certamente vê pouquíssimas pessoas contando o tempo entre séries, mas são justamente essas pessoas que obtêm os melhores resultados.


Por que o tempo de descanso entre séries pode mudar completamente seus resultados?


Um dos itens essenciais para treinar é ter um relógio, de preferência digital.

Isso porque existem vários tipos de treino, e para cada um desses tipos, existe um tempo adequado de descanso entre as séries.

É muito que comum que as pessoas ignorem solenemente este tempo, como também é comum prescreverem 1 minuto de descanso como algo universal, que serve para qualquer pessoa e qualquer objetivo.

Porém, diferentes intervalos de recuperação modificam as respostas metabólicas, hormonais e cardiovasculares em um treinamento com pesos, assim como o desempenho das próximas séries.

Por meio do descanso entre séries, podemos regular os estímulos fisiológicos que desejamos obter.


Como exatamente isso acontece?


Essa parte não é tão simples de entender, vamos lá, leia com atenção:

O corpo humano dispõe de três vias metabólicas ou produtoras de energia:

  1. Sistema Anaeróbio Alático (ATP/CP – CP é creatina fosfato)

  2. Sistema Anaeróbio Lático (Glicolítico – Glicose e Glicogênio)

  3. Sistema Aeróbio (Oxidativo – Carboidratos e Gorduras)

Nenhum deles é usado isoladamente, mas, dependendo da duração e da intensidade da atividade, um deles se torna o principal.


Em movimentos de força e rapidez, como a musculação, o sistema anaeróbico alático (ATP/CP) é o mais utilizado, pelo menos em um primeiro momento.

O ATP, que é trifosfato de adenosina ou adenosina trifosfato, são moléculas armazenadoras de energia.

Numa série de reações químicas, estas moléculas se transformam em energia e funcionam como “bateriazinhas”, que poderão liberar “doses” de energia nos locais onde estiverem, mas os estoques de ATP nas células são pequenos e precisam ser ressintetizados a partir de outros substratos, como a creatina (ATP-CP), glicose e lipídios (gordura).


E é aí que entra o tempo de descanso entre séries!


Estudos afirmam que quando o objetivo é hipertrofiar os músculos, o treino deve ser planejado de maneira que as reservas energéticas (ATP-CP) sejam esgotadas.

A finalidade disso é comprometer a quantidade de energia disponível para o músculo exercitado, e uma das maneiras de se atingir este objetivo é reduzindo os intervalos de descanso entre as séries.

O argumento usado é que quando o intervalo de recuperação é mais curto, o músculo tem menos tempo para restaurar as reservas energéticas ATP-CP.

Se a série for até a exaustão ou chegar bem perto disso, as reservas de ATP-CP serão consumidas e o curto intervalo de descanso não proporciona a recuperação completa dessas reservas.

Assim, o músculo é forçado a se adaptar, aumentando a sua capacidade de transporte de energia, o que resulta no estímulo ao crescimento muscular.

Isso acontece graças ao aumento da quantidade de creatina fosfato (CP) nas células musculares e à ativação do metabolismo protéico, fatores que, por sua vez, estimulam a hipertrofia.

 

Este super conteúdo continua na próxima semana, onde mostraremos a duração do intervalo recomendado para cada tipo de treino! Fique ligado!

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